DR. DIOGO MAGNO EM ENTREVISTA PARA A RUBRICA “O OUTRO LADO”, REVISTA VETERINÁRIA ACTUAL

Qual o seu animal de estimação preferido?

É difícil para mim perceber se gosto mais de cães ou de gatos. Provavelmente gosto mais dos dois, embora sejam tão diferentes em tudo... Para mim um animal de estimação perfeitos seriam aquele que reunisse o melhor nos cães e o melhor dos gatos.

Lembra-se do seu primeiro animal de estimação?

Lembro, perfeitamente. Foi um cão chamado Cácá. Na verdade, o cão era realmente da minha avó mas lembro-me de chorar quando ele ficou doente, lembro-me de contar os dias para chegar ao fim de semana e poder estar com o Cácá... por outros motivos nessa altura não tinha nenhum animal em minha casa mas o Cácá vivia nas minhas memórias diárias de criança.

A nível profissional, qual o episódio que mais o marcou?

Há muitos episódios que me marcaram. Eu acho que como veterinários nós temos uma oportunidade única de ver o melhor das pessoas. Acho que de facto os donos de cães à partida boas pessoas e isso manifesta-se na entrega dos seus sentimentos aos seus animais. Talvez a primeira experiência que me marcou foi quase como embrionária nesse sentido - quando percebi amor espelhado num olhar, num toque ou mesmo numa lágrima de um dono. Incutiu-me um enorme sentimento de responsabilidade e valor pela minha profissão e faz com que eu inicie os meus dias a pensar em superar o meu melhor.

Qual o seu lema de vida?

Trabalho honesto. Acho que tudo vem em sequência... felicidade, família e até saúde. Se calhar é apenas um dos meus lemas... felizmente não consigo reduzir a minha vida a um lema ou uma regra.

Do que mais se orgulha profissionalmente?

Provavelmente da minha primeira cirurgia de cataratas. A sensação de recuperar visão a um animal com uma técnica cirúrgica que me levou tanto tempo a aprender e a aperfeiçoar deu-me um sentimento de satisfação imenso.

Qual o objecto do qual nunca se separa?

Não tenho nenhum. Não sou uma pessoa de amuletos e acredito pouco na sorte. Acho que somos o que fazemos.

Qual o seu maior vício?

Provavelmente são os meus filhos... um dia passado sem os ver é sem dúvida um dia mal passado e triste para mim.
 
Qual a palavra que melhor o descreve?

Tranquilidade. Acho que sou uma pessoa calma e ponderada. Isso reflecte-se depois no modo como faço tudo, quer no trabalho quer em casa.

Projectos para 2011?

Mais e melhor. Ideias não me faltam. O maior objectivo é provavelmente contribuir para que o Hospital Veterinário do Restelo que considero ser a minha segunda casa continue no topo dos serviços de excelência para animais de companhia. Espero contribuir para isso melhorando e inovando constantemente nos serviços de oftalmologia veterinária, pelos quais sou directamente responsável.

O que falta no sector da medicina veterinária em Portugal?

Acho que deveríamos livrarmo-nos de algum pessimismo em relação ao futuro. A crise económica em que nos encontramos assusta tudo e todos e parece incutir alguma retracção por parte dos veterinários em investirem quer em termos de formação quer em termos económicos. Na minha perspectiva é a altura melhor para mostrarmos o que valemos fazendo mais e melhor.

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